|
Em 1992, meu pai, o engenheiro Gildo Machado, viu no polo petroquímico de Camaçari, na Bahia, sua oportunidade de empreender. Com menos de R$ 100 mil no bolso, ele montou a MCE.
No começo, eram só três funcionários: um gerente financeiro, um engenheiro e um estagiário. Ficávamos numa salinha de apenas 15 metros quadrados. Conforme a empresa crescia, novos sócios entravam no negócio. Ao fim de 1995, eram seis. Para surpresa de meu pai, logo nos primeiros cinco anos, a empresa faturou mais de US$ 20 milhões. Entrei na MCE aos 17 anos, em 1993, e passei por todas as áreas. Fui ajudante, soldador e caldeireiro. Em paralelo, me formei em administração de empresas e fiz pós-graduação em gestão, em Harvard, nos EUA. Em 2003, passei a sócio-diretor do grupo. Estávamos eufóricos e esquecemos de nos preparar para enfrentar problemas. No início, a gestão era informal; as decisões, intuitivas. Em 1996, fomos pegos de surpresa pelo processo de privatização. Camaçari ficou paralisada. A empresa quase quebrou. A solução que encontramos à época foi sair do lugar. Abrimos uma filial em Jundiaí, no interior paulista. Deu certo: conseguimos um contrato milionário para uma planta de produção de alumínio, que nos tirou do sufoco e nos deu visibilidade. Depois da crise, decidimos mudar tudo. Contratamos gente experiente para as áreas estratégicas e adotamos uma política de conservadorismo financeiro. Nunca tomamos empréstimos de bancos e só aceitamos projetos de que podemos dar conta, até onde os nossos braços alcançam. MCE ENGENHARIA Com 18 anos de existência, o grupo é especialista em projetos, implantação e manutenção de plantas industriais nos setores químico, petroquímico, siderúrgico, de mineração e de papel e celulose. Projeta e executa obras de unidades fabris; faz manutenção técnica; realiza montagem customizada e recuperação de equipamentos ESTRUTURA: 2.600 funcionários e quatro filiais FATURAMENTO 2010 (PROJETADO): R$ 250 milhões |